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O que a tragédia no Rio de Janeiro pode nos revelar...


Olá pessoal...

Outra vez nossas escolas se tornam o cenário de uma tragédia. A escola, que deveria ser um espaço de diálogo e reflexões, torna-se hoje um palco de tragédias. Tragédias essa que refletem a confusa sociedade em que vivemos.
Uma sociedade opressora, meritocrata e que emprega uma falsa liberdade como princípio não poderia criar outras expectativas em seus cidadãos – se não a revolta e a insatisfação permanente. E o que aconteceu, nada mais é, que um simples espetáculo (trágico) nesta sociedade teatral. Milton Santos, em seu livro “Globalização” resume muito bem essa percepção, pois, segundo ele “vivemos em um mundo confuso e confusamente percebido” e que por isso também nos faz confusos.
Mas, perante tudo o que ocorreu, que está ocorrendo e o que ocorrerá nos cabe algumas indagações: O que levaria uma pessoa a cometer esse ato? O porquê da escola como palco? O que atos como esse, indicam sobre a nossa sociedade e o nosso sistema econômico? Aumentar a segurança nas portas das escolas, para que elas se tornem um verdadeiro presídio de sujeitos que desejam ter acesso aos bens culturais, seria a solução? Programas sociais e políticas públicas temporárias nas escolas e fora delas remediariam a atual situação?
Essas e outras reflexões são relevantes e precisam ser discutidas em âmbito acadêmico, comunitário e político.
Vejamos a notícia e o balanço atual desta tragédia no Rio de Janeiro.


RIO VELA E ENTERRA HOJE VÍTIMAS DA TRAGÉDIA NA ESCOLA DE REALENGO

Brasília – Um dia depois da tragédia na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio, serão realizados hoje (8) os velórios e enterros de pelo menos oito dos 12 mortos durante o massacre. Por determinação da presidenta Dilma Rousseff, o ministro da Educação, Fernando Haddad, e a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, devem comparecer às cerimônias.
Ontem (7) à noite, a Polícia Civil do Rio divulgou lista parcial com os nomes de nove das 12 crianças e adolescentes mortos, com idades entre 12 e 15 anos. São dez meninas e dois meninos, de acordo com os dados oficiais. Relatos de sobreviventes da tragédia afirmam que o atirador Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, mirava na direção das meninas.
Uma das alunas da escola municipal contou aos policiais que ao ouvir apelos das crianças para não atirar, Oliveira mirava na direção delas, tendo como alvo a cabeça. Os policiais informaram ainda que pelas análises preliminares há indicações de que Oliveira treinou para executar o crime.
Os mortos, cujos nomes foram divulgados após identificação pelos peritos, são: Karine Chagas de Oliveira, 14 anos; Rafael Pereira da Silva, 14 anos; Milena dos Santos Nascimento, 14 anos; Mariana Rocha de Souza, 12 anos: Larissa dos Santos Atanázio, 13 anos; Bianca Rocha Tavares, 13 anos; Luiza Paula da Silveira, 14 anos; Laryssa Silva Martins, 13 anos; e Géssica Guedes Pereira, 15 anos.
Ainda hoje deve ser concluída a identificação das demais vítimas do massacre ocorrido ontem. A tragédia ocorreu por volta das 8h30, quando Oliveira entrou na escola municipal, onde cursou o ensino fundamental, apresentando-se como palestrante. Depois, ele seguiu em direção às salas de aula e em uma delas, no segundo andar do colégio, atirou na direção das crianças e adolescentes.



Por: Renata Girald, na Agência Brasil.
Em: 8 de Abril de 2011.
Acesso em 08 de Abril, 2011.


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